Apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto neste domingo, 8, deixando um rastro de depredação no patrimônio da União. Com inspiração golpista, os manifestantes arrancaram cadeiras, destruíram obras de arte e quebraram vidraças das sedes dos Três Poderes. Os atos de vandalismo levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a decretar intervenção federal na segurança do Distrito Federal.

Câmara e Senado
O presidente da Câmara dos
Deputados, Arthur Lira, postou mensagens de condenação à invasão das
sedes dos Três Poderes nas redes sociais. Ele classificou de destruição e
vandalismo os atos antidemocráticos.
“O Congresso Nacional jamais
negou voz a quem queira se manifestar pacificamente. Mas nunca dará espaço para
a baderna, a destruição e vandalismo. Os responsáveis que promoveram e
acobertaram esse ataque à democracia brasileira e aos seus principais símbolos
devem ser identificados e punidos na forma da lei”, escreveu o presidente da Câmara
na rede social Twitter.
“A democracia pressupõe
alternância de poder, divergências de pontos de vista, mas não admite as cenas
deprimentes que o Brasil é supreendido nesse momento. Agiremos com rigor para
preservar a liberdade, a democracia e o respeito à Constituição”, acrescentou o
presidente da Câmara.
O presidente do Senado,
Rodrigo Pacheco, também condenou os atos em postagem nas redes e informou que
conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para pedir
reforço na segurança. “Na ação, estão empenhadas as forças de segurança do
Distrito Federal, além da Polícia Legislativa do Congresso. Repudio
veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da lei com
urgência”, postou Pacheco.


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