O tradicional petshop evoluiu para um
mercado bilionário cheio de oportunidades — e a recorrência aumenta
ainda mais esse potencial.
Basta pensar que os tutores fazem tudo pelo bem-estar dos
seus pets e consomem uma série de produtos e serviços todos os meses.
Rações, banhos, tosas, medicamentos, consultas veterinárias,
estadias em creches e hotéis e aulas de adestramento são exemplos de itens
de consumo frequente que têm tudo a ver com a economia da
recorrência.
Então, por que não unir a paixão pelos animais à lucratividade e
previsibilidade das assinaturas?
Petshop: mercado saturado ou promissor?
Abrir um petshop é uma ideia que já passou pela cabeça de todo
apaixonado por animais.
Mas, à primeira vista, parece uma área com grande
concorrência e uma clientela muito tradicional, certo?
A boa notícia é que esse mercado está mudando muito e se
tornando um dos mais promissores e lucrativos para o
empreendedor.
O setor resistiu à pandemia e abriu espaço para produtos e
serviços inovadores, para além da ração, do banho e da consulta veterinária.
E a recorrência chegou com tudo para ampliar ainda mais as oportunidades
do mercado pet.
Hoje, temos petshops online faturando alto com assinaturas
de produtos pet, clubes de assinatura de petiscos e brinquedos, planos de saúde
para animais, assinaturas de banho e tosa e muito mais.
Então, se você quer juntar a paixão pelos animais com
um negócio promissor de receita previsível e alto
potencial de crescimento, esse é o momento ideal.
Números destacam potencial do mercado pet
A melhor forma de mostrar o potencial do mercado pet é por
meio dos números.
Veja o que eles dizem sobre o setor.
Mercado pet no mundo
No mundo todo, o mercado pet movimentou mais de US$
223,5 bilhões (algo em torno de R$ 1,16 trilhão), segundo o relatório
Global Pet Market publicado em 2021 no Research And Markets.
Um dos fatores que alavancaram os números globais foi o
aumento da renda em países superpopulosos como China e Índia, que levou a um
“boom” de adoções de animais.
De acordo com o estudo, os cães seguem na liderança dos
pets favoritos, e as pessoas já estão aceitando animais como membros da família
mesmo em países em desenvolvimento.
Além disso, o crescimento do mercado também é explicado pela
tendência de humanização dos pets, adoção em massa de e-commerces e criação de
produtos premium.
Nos EUA, considerados o maior mercado pet do mundo, as
vendas do setor somaram R$ 103,6 bilhões, segundo um relatório da
American Pet Products Association (APPA).
Os principais segmentos no país são alimentos, petiscos e
acessórios (R$ 218 bilhões), produtos e serviços veterinários (R$ 163 bilhões)
e comércio de animais (R$ 22,1 bilhões).
Além disso, 47% dos tutores estadunidenses afirmam que
passaram a comprar mais produtos para seus pets online, enquanto 30% afirmam
que estão gastando mais com os animais.
A perspectiva é que o mercado pet global alcance a cifra
de US$ 325,74 bilhões (R$ 1,69 trilhão) até 2028, crescendo a
uma taxa média anual de 5,6%, segundo a previsão da Fortune Business
Insights.
Mercado pet no Brasil
O Brasil já possui mais de 140 milhões de
pets, dos quais mais de 55 milhões são cães, 40 milhões são aves e quase 25
milhões de gatos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de
Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) publicados pelo Sebrae.
Anualmente, o setor fatura mais de R$ 35 bilhões e
vem crescendo continuamente.
Inclusive, se mostrou um dos mais resilientes durante a
pandemia, com o crescimento de 13,5% em 2020, segundo dados do Instituto Pet
Brasil publicados no UOL.
Segundo a pesquisa Impacto da pandemia de coronavírus
nos Pequenos Negócios, publicada pelo Sebrae, os negócios pet foram pouco
afetados pela crise, com 33% dos respondentes afirmando que o faturamento até
melhorou.
O setor de acessórios e alimentos foi o de maior destaque,
com um salto de 87%, segundo dados do Euromonitor
International publicados no UOL.
O Brasil já é o segundo maior mercado pet do mundo nesse
segmento, atrás apenas dos EUA, e as perspectivas são otimistas para os
próximos anos.
Durante a pandemia, houve um aumento significativo
nas adoções, com as pessoas buscando conforto e companhia nos
animais.
Além disso, a permanência em casa aproximou os tutores de
seus pets e impulsionou as compras para garantir o bem-estar do animal.
Com o retorno das atividades presenciais, a aposta é que o
mercado continue crescendo, desta vez impulsionado por serviços como hospedagem
e adestramento.
Mas é claro que o digital não vai ficar para trás: os
pedidos em petshops online tiveram um crescimento de 92% em
2021 contra 20% do e-commerce em geral, segundo dados da Neotrust publicados
na Exame.
Vendas recorrentes em petshops: uma ótima ideia
Diante do cenário de crescimento do mercado pet, as vendas
recorrentes são uma ótima oportunidade para dar um passo além nesse
modelo de negócio.
Afinal, estamos falando de um público que compra com
frequência e tem grande potencial de fidelização.
Hoje, os tutores não medem esforços para agradar seus pets,
e os produtos e serviços para animais de estimação não param de crescer.
Além disso, os animais precisam de ração todo mês, banho e
tosa frequentes, medicamentos, acessórios e outros itens que já são
naturalmente recorrentes.
Então, por que não aproveitar essa tendência para implementar
o modelo de assinatura e vender na recorrência?
Esse formato utiliza planos, assinaturas e mensalidades para
vender continuamente e criar relacionamentos de longo prazo com os clientes, em
vez de trabalhar apenas as vendas pontuais.
Dessa forma, você consegue fidelizar um público que tem uma
demanda contínua, ter maior previsibilidade de receita e escalar seu negócio.
Não é à toa que as empresas recorrentes crescem 6
vezes mais do que as tradicionais e estão cada vez mais presentes na
economia brasileira.
Alguns exemplos de negócios que atuam nesse setor são clubes
de assinatura, empresas SaaS, academias, seguradoras e plataformas de conteúdo
— e claro, petshops, planos de saúde para pets e pet centers.
Para você ter uma ideia, a PetLove, petshop online pioneiro
no modelo recorrente no Brasil, aumentou seu faturamento de R$ 4 milhões em
2011 para R$ 800 milhões em 2021, conforme publicado na
Gazeta do Povo.
A empresa criou o primeiro serviço de assinatura de rações,
medicamentos e outros produtos para pets, que tem feito grande sucesso na
plataforma.
Então, se você quer pegar carona no crescimento do mercado
pet, a recorrência pode ser o atalho para o sucesso.
Logística
A logística precisa ser muito bem estruturada nos negócios
recorrentes que trabalham com fretes.
Afinal, uma entrega rápida e com preço menor pode ser o diferencial
decisivo para conquistar os clientes do mercado pet.
Mas é claro que não é fácil, pois você precisa calcular os
preços minuciosamente para não acabar no prejuízo com um frete muito barato ou
gratuito.
Veja essas dicas para sua empresa implantar um delivery com uma empresa especializada em serviço de entregas rápidas:
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