De acordo com o Ministério da Justiça britânico, o encontro
tem como objectivo promover a investigação pelo Tribunal Penal Internacional
(TPI) de
O titular da pasta da Justiça e vice-primeiro-ministro,
Dominic Raab, e a sua homóloga neerlandesa Dilan Yesilgöz-Zegerius vão ser os
anfitriões da conferência, que incluirá o procurador do TPI, Karim Khan.
A reunião visa "aumentar o apoio financeiro e prático ao
TPI e coordenar esforços para garantir que tenha tudo o que precisa para
realizar as investigações e processar os responsáveis", segundo a nota.
Na opinião de Raab, os países participantes vão poder
"decidir como fornecer mais assistência" ao tribunal, como
assistência na recolha de informações e provas de "atrocidades cometidas
no terreno".
"Os ministros abordarão como ajudar as vítimas e
testemunhas a dar o seu testemunho sem causar mais transtornos",
acrescentou.
Para Yesilgöz-Zegerius, os alegados crimes de guerra
perpetrados pelas tropas invasoras russas "não podem ficar impunes",
pelo que a conferência permitirá "coordenar" esforços de apoio ao TPI
e às autoridades ucranianas.
O Governo britânico lembra que criou o Atrocious Crimes
Advisory Group (grupo consultivo de crimes) para ajudar nas investigações e da
mesma forma financiou um programa para que juízes ucranianos possam realizar
julgamentos por crimes de guerra, com pelo menos 30 participantes.
Os Países Baixos também enviaram duas equipas forenses à
Ucrânia para recolher provas que possam ser usadas em investigações e planeia
enviar outras duas em 2023.
Quase 11 meses de guerra na Ucrânia provocaram um número
ainda por determinar de baixas civis e militares, mas diversas fontes, como a
ONU, têm alertado que o balanço será muito elevado.

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