A Marinha confirmou que o navio patrulha Guaíba recolheu um tambor de 200 litros de óleo nas proximidades da Ponta de Tabatinga, a 7,4 quilômetros da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Ainda segundo a Marinha, o tambor vermelho estava boiando no mar quando foi avistado e recolhido. Ele apresentava o logotipo da Shell.
Os militares constataram que o barril estava cheio e não apresentava vazamentos. Amostras do conteúdo foram enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira. A Marinha ressaltou, no entanto, que “os dados disponíveis até o momento não permitem concluir se o episódio tem relação com outros tambores encontrados no litoral de Sergipe (que também tinham o logo da Shell) ou com o óleo que tem se espalhado pelas praias do Nordeste“.
O Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama, confirmou também nesta quinta que Salvador já tem quatro novas praias atingidas pelas manchas de óleo: Praia do Flamengo, Pedra do Sal, Farol da Barra e Rio Vermelho.
A Shell havia informado que os tambores encontrados em Sergipe eram originalmente embalagens de lubrificantes para navios, de um tipo que não é produzido no Brasil. A empresa informou também que não havia reutilizado seus tambores. A Shell voltou a ser procurada, mas ainda não se manifestou sobre o novo barril encontrado.
Manchas de óleo: Shell diz que suas embalagens de lubrificante foram reutilizadas por terceiros
Governo pediu esclarecimentos à empresa, depois que tambores foram encontrados com óleo. A Shell afirma que o conteúdo original dessas embalagens é o lubrificante Argina S3 30, e não tem relação com a mancha no litoral brasileiro nos últimos dias.
Esclarecimentos ao Ibama
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que intimasse a Shell a prestar informações sobre barris com inscrição de um lubrificante fabricado pela empresa, que foram encontrados no litoral de Sergipe.
Segundo Salles, o objetivo da intimação é obter mais informações na tentativa de descobrir qual navio teria sido o responsável pelo despejo do material no mar. Conforme o ministro, não está descartada a hipótese de o óleo ter origem em um navio irregular, o que dificultaria a identificação dos responsáveis.
“A informação que nós recebemos é que esses seriam barris reutilizados. Isso muda bastante a configuração do produto que está dentro. Então vamos aguardar os relatórios", explicou Ricardo Salles.
"Não se deve abrir mão de nenhuma hipótese investigativa. Ao que se sabe, os barris foram reutilizados. Então uma das linhas de investigação é saber se o material é o mesmo e, sendo o mesmo, qual é a origem desses barris: como é que eles chegaram, quem é que estava transportando, de que forma. E também o assunto do navio, o rastreamento desses navios"
Fonte G1

0 Comentários