
Depois da crise financeira, adivinha-se uma crise mundial no acesso à água potável.
Estima-se que uma em cada seis pessoas não tenha acesso a água própria para consumo. Mas os dados daONU vão mais longe e revelam que a cada vinte segundos uma criança morre com uma doença relacionada com a ausência de água e de saneamento básico. No que toca ao consumo, o sector agrícola surge na linha da frente com uma percentagem superior a 60%. Segue-se a indústria com um gasto na ordem 20%, mais 10 que o consumo doméstico. 4% desta água evapora-se a partir dos reservatórios. A distribuição é tudo menos equitativa já que gastamos mais água num duche de cinco minutos do que a média diária gasta por uma pessoa que viva num país sub-desenvolvido. A falta de água foi identificada como uma das principais causas de conflito como, por exemplo, no Darfur e no Médio Oriente.
A dessalinização é vista como uma solução para o problema, mas os custos ambientais e energéticos tornam o processo extremamente dispensioso. Não será por isso de estranhar que a maior planta de dessalinização se situe nos Emirados Árabes Unidos.
O aumento da taxa de natalidade nos países pobres promete aumentar as disparidades no acesso à água potável.
Fonte: euronews
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