O deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou
nesta terça-feira (22), via Twitter, ter avisado que a ex-senadora
Marina Silva, recém-filiada ao PSB, era a favor de união civil entre
pessoas do mesmo sexo. "Eu avisei", escreveu, citando trecho da
entrevista de Marina ao Roda Viva, da TV Cultura, exibida na noite de ontem (21).
Questionada por um jornalista sobre qual sua posição sobre o casamento
gay, a ex-senadora respondeu ser favorável à extensão de todos os
direitos civis aos homossexuais, incluindo a união civil homoafetiva,
embora tenha dito que não concorda com o casamento gay enquanto
sacramento. "Quanto ao casamento, como sacramento, não, como direito
civil, sim", afirmou.
Feliciano é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e é
conhecido por suas posições contrárias aos direitos dos homossexuais.
Em junho deste ano, Feliciano escreveu no Twitter que Marina --que
também é evangélica-- durante as eleições de 2010, se posicionou de
maneira contrária à união civil entre pessoas do mesmo sexo e, em 2013,
teria mudado de opinião.
Na corrida eleitoral de 2010, hegemonizada pelo debate de questões
comportamentais, os três principais candidatos --Dilma Rousseff (PT),
José Serra (PSDB) e Marina (então no PV)-- evitaram se posicionar de
maneira clara sobre temas como o aborto e casamento gay.
Em junho deste ano, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) criticou
Marina e afirmou que ela e a Rede Sustentabilidade representavam o
"velho conservadorismo" ao defenderem a realização de um plebiscito
sobre a união de pessoas do mesmo sexo.
Em resposta, Marina disse que ela e Rede não defendem o plebiscito
sobre o tema, uma vez que a questão já está superada após o STF (Supremo
Tribunal Federal) decidir pela legalidade da união de pessoas do mesmo
sexo, em maio de 2011. Na ocasião, a ex-senadora disse que defende a
realização de consultas populares apenas sobre a descriminalização das
drogas e do aborto.
Outra polêmica envolvendo Marina e Feliciano ocorreu em maio deste ano,
quando a ex-senadora, em palestra na Unicap (Universidade Católica de
Pernambuco), afirmou que o deputado recebe críticas "mais por ser
evangélico do que por suas posições políticas equivocadas". A declaração
foi interpretada como uma defesa do pastor,
o que incomodou Marina.
Fonte: Uol
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